Relatórios e Plano de Atividades

Programa em curso e Actividades realizadas

Criada em 1996, pouco depois de AGZ se mudar para Lisboa, a blablaLab foi formalmente instituída em Associação no dia 6 de Novembro de 2015. Fernando Pêra foi com Teresa Albuquerque iniciar as formalidades, os órgãos sociais posteriormente constituídos integram, pelo segundo mandato consecutivo, e até 2021, na direção: Teresa Albuquerque, Leopold von Verschuer e Fernán García de Zúñiga, na Mesa da Assembleia Geral: António M. Feijó, Miguel Azevedo e Eduardo Raon, no Conselho Fiscal: Miguel Palma, Paula Guimarães e Ana Paganini.

2023-24

O biénio 23-24 conduz-nos até ao 10º aniversário do desaparecimento de Alvaro García de Zúñiga, em 2024. Serão anos decisivos no que respeita à organização do espólio e à sua divulgação. Para estes objetivos procederemos à renovação do site, que também tem servido de arquivo, e de um plano de edições, reposições e estreias. Continuaremos também o trabalho de recolha de testemunhos sobre a vida e obra de Alvaro García de Zúñiga. Procuraremos também convidar estudiosos e investigadores ao estudo da obra alvariana.

O programa prevê a realização em 2023 e em 2024, dos 9º e 10º Alvy & Arts Birthday, sempre no dia do aniversário da Arte, a 17 de Janeiro. Serão, em ambos os casos, ocasião para apresentação de obras inéditas do vasto baú que o Alvaro nos deixou e esboços de apresentação dos projetos do ano, a disseminar on-line.

Cada ano haverá lugar a um Manuel sur Scène.

Já em 2023 prevemos montar o “Manuel de Sur-Évidence” – um espectáculo “Manuel sur scène”, performance de teatro musical e polifónico, formato ou saga interminável criada por Alvaro García de Zúñiga no início deste século. Em 2009 o Manuel-sur-Scène um dos seus momentos áureos com um série de três desenvolvida em Paris, na Maison de la Poésie, em parceria com a Associação “La Sirène Tubiste” coordenada por Arnaud Churin e Emanuela Pace. Retomando este parceria e ainda com Leopold von Verschuer teremos o multilinguismo e a multidisciplinariedade asseguradas para este novo capítulo de Manuel.

Em 2024, o tema do Manuel será Manuel de Danse Déca-danse. Tema retido de entre o repositório de possibilidade que Alvaro nos deixou, a desenvolver com a cumplicidade de Eduardo Raon e Loup Abramovich.

A segunda data incontornável do calendário da blablaLab é o dia 23 de Abril. No ano capicua de 2023, publicaremos finalmente a versão monumental de “O Teatro é puro Cinema” em 4 línguas : Francês, Espanhol, Português e Italiano. Com traduções de Jorge Melícias e Teresa Bartolomei, e edição de Pedro Braga Falcão, Eduardo Raon e Teresa Albuquerque, com design de Fernando Pendão.

Para 2024, prevê-se fazer uma reposição desta peça em versão multilíngue. No que respeita a edições, prevê-se produzir, uma edição aumentada e comentada da obra-testemunho que Alvaro García de Zúñiga nos deixou: “Manuel-Manuel Manuel de lecture”.

Até 2024, procuraremos também editar a colectânea de todas as peças de ni-théâtre; e repor as apresentações performativas de Actueur / Matactor e de S/T, bem como a realização de versões vídeos destas peças.

No dia 16 de Junho de 23, na segunda sessão do formato “Bloomsday” da blablaLab, o artista convidado será Bo Wiget e o tema é “música do dia“.

Fica ainda em carteira o projeto de edição de Logues em vídeo e em papel (versão trilíngue – Francês, Alemão e Português) – Tradutores Leopold von Verschuer e Fernando Mora Ramos.

A reposição de O Teatro é Puro Cinema, em Portugal ou noutros países, em versão multilíngue, com Eduardo Raon e Loup Abramovic.

A circulação de Manuelizando o Croupier ou outros Manuéis, em parceria com a “Sirène Tubiste” de Arnaud Churin, numa nova versão de “orquestra” com Maestro, prevendo-se apresentações em Bruxelas, Paris e Madrid.

A realização do documentário sobre AGZ: “Tout est dit, ((trop dit (mais)) rien n’est fait)“.

O Desenvolvimento de “Nem o Tempo Nem a Distância” versão II – obra colectiva fruto dos tempos sombrios de confinamento, numa versão que se espera já pós-pandémica.

A criação e reposição de “Manuéis / Manuels sur scène“.

A criação de um espectáculo de Chant-sons bio-illogiques sans additifs. No capítulo das parcerias prevemos continuar com as nossas colaborações com a Companhia de Teatro da Rainha e com a Miso Music, parceiros da blablaLab desde a primeira hora, e iniciar uma colaboração também regular com a Sirène Tubiste (velho parceiro de outros tempos, com quem apresentámos obras de AGZ em Paris, Lille, Toulouse) e com o Drumming de Miquel Bernat.

2022

Em 2022 começou o triénio que nos conduzirá até ao 10º aniversário do desaparecimento de Alvaro García de Zúñiga, em 2024. Este tempo que foi passando ainda é breve, mas permite-nos já uma certa distância para abarcar vários aspectos da obra deste autor. Serão anos decisivos no que respeita à organização do espólio e à sua divulgação. Para estes objetivos procederemos à renovação do site, que também tem servido de arquivo, e de um plano de edições, reposições e estreias. Continuaremos também o trabalho de recolha de testemunhos sobre a vida e obra de Alvaro García de Zúñiga. Procuraremos também convidar estudiosos e investigadores ao estudo da obra alvariana.

Na senda do espírito da festa permanente que de Filliou transbordou para Zúñiga, em 22 celebrámos aniversários e desaniversários sendo que o primeiro, como habitualmente, foi o da Arte, a 17 de Janeiro: oitavo e infinito Alvy & Art’s Birthday e o milionésimo quinquagésimo nono da Arte. O Alvaro cumpriria sessenta e quatro. Neste dia convocámos o seu Actueur / Matactor – contratação de actor e assassino -, escrito em 1998 e publicado em 2006, obra prima de “ni-théâtre” / nem teatro, nem prosa, nem poesia… ou nem tudo junto – mais uma forma explorada por AGZ –, através da re-emissão da gravação realizada no dia 14 de Julho de 2015, na sede da blablaLab na rua do Ataíde, 14, em que Fernando Mora Ramos e Carlos Alberto Augusto nos ofereceram uma extraordinária versão em português deste texto intraduzível, cujo registo foi divulgado on line no site e Facebook da Associação. Para que todos possam testemunhar a proeza que foi traduzir “Actueur”, publicaremos novamente o texto, desta vez em bilíngue, com a tradução de Fernando Mora Ramos. 

Para estabilizar as versões escritas da peça “O Teatro é Puro Cinema” organizámos durante a semana de carnaval 25 de Fevereiro/2 de Março uma residência de tradução, em Mateus, com Pedro Braga Falcão, Jorge Melícias, Ana Vieira Barbosa, Marie Manuelle Silva, José Luís Ferreira, Rebeca Vendrell e Teresa Albuquerque. Prevemos editar o resultado deste trabalho no dia 23 de Abril de 2023.

Mas não são só as pessoas que cumprem aniversários. Para 2022 retivemos o aniversário redondo (ou mais ou menos redondo) de três obras impressas. Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões, impresso há 450 anos; o “Tractatus Logico-Philosophicus” de Ludwig Wittgenstein, (editado com este nome em 1922, numa versão bilíngue) e a “Histoire du Portugal para Coeur“, de Almada Negreiros, estas duas últimas publicadas em Abril. 

Se há algo que une estas três obras… duas coincidem no tempo, duas falam de Portugal. Mas, mesmo tratando-se de três obras absolutamente diferentes, todas têm um lugar de eleição no universo referencial de Alvaro García de Zúñiga. O Tractatus foi objeto de uma obra radiofónica sua, produzida em 2007; o tema “Portugal” está inevitavelmente presente na obra alvariana, algo que estudaremos e apresentaremos ao nosso público no dia 7 de Abril, dia do aniversário de Almada Negreiros. Foi o programa 100/450. Para o qual contámos com o nosso actor camoniano por excelência, o António Fonseca.

No dia 23 de Abril, de 2022, o nosso programa ficou suspenso por motivos imprevistos vários…

Ainda em Abril, no dia 26, – dia em que Ludwig Wittgenstein nasceu, há 133 anos – em parceria com a Miso Music / O’Culto da Ajuda, dedicámos um serão a este filósofo. Acontece que, em 2007, para a primeira semana de arte radiofónica europeia, o Alvaro gravou a integral do “Tractatus Logicus-Philosophicus” a magna ópera de Ludwig Wittgenstein (na tradução de M.S. Lourenço), a partir da qual realizou uma versão musical do texto, de 20 minutos, que foi emitida pela Antena 2. A integral de 2h18min, também foi emitida na rádio, nessa altura. Na terça-feira dia 26 de Abril realizou-se a sessão no O’Culto dedicada à escuta do Tractatus Lógico e Filósófico, na versão de Alvaro García de Zúñiga, do filme “Lost in Art – Looking for Wittgenstein” de João Louro e Luís Alves de Matos e discussão do legado de Wittgenstein. Estiveram presentes Nuno Venturinha, João Louro, Luís Alves de Matos, Alexandra Dias Fortes, Miguel Azguime, José Luís Ferreira e Teresa Albuquerque .

Três dias depois, no dia 29 de Abril, naquele que, por acaso também é aniversário da morte de Wittgenstein, o programa de rádio, ‘Música de Invenção e Pesquisa'(Antena 2) foi dedicado a Alvaro García de Zúñiga, e nele se apresentou também a sua versão musical do Tractatus : “Lógicus&Filosóficus”, e outras peças do Alvaro como intérprete e compositor. 

No dia 16 de Junho (no BloomsDay – lembrando que o Ulisses de Joyce também cumpre 100 anos em 2022) iniciaremos um programa de performance gráfica – a continuar em 2023 e 2024. José Luís Ferreira é o artista convidado para esta primeira sessão cujo tema de partida é o poema “Portraître” de Alvaro García de Zúñiga. Na segunda sessão, prevista para a primavera de 2023, o artista convidado será Bo Wiget e o tema é “música do dia“.

Em Setembro, temos “Tonton Alvaro Sans Les Beaux-Parents” uma digressão-perfomance a partir de textos de Aperghis, Tardieu ou Zúñiga, a preparar em Residência em Mateus, com Dominque Parent, Eduardo Raon e o MIRR – Collectif de Musiques Créatives.

Fica ainda em carteira o projeto de edição de Logues em vídeo e em papel (versão trilíngue – Francês, Alemão e Português) – Tradutores Leopold von Verschuer e Fernando Mora Ramos.

A reposição de O Teatro é Puro Cinema, em Portugal ou noutros países, em versão multilíngue, com Eduardo Raon e Loup Abramovic.

A circulação de Manuelizando o Croupier, em parceria com a “Sirène Tubiste” de Arnaud Churin, numa nova versão de “orquestra”, prevendo-se apresentações em Bruxelas, Paris e Madrid.

A realização do documentário sobre AGZ: “Tout est dit, ((trop dit (mais)) rien n’est fait)“.

O Desenvolvimento de “Nem o Tempo Nem a Distância” versão II – obra colectiva fruto dos tempos sombrios de confinamento, numa versão que se espera já pós-pandémica.

A criação e reposição de “Manuéis / Manuels sur scène“.

A criação de um espectáculo de Chant-sons bio-illogiques sans additifs. No capítulo das parcerias prevemos continuar com as nossas colaborações com a Companhia de Teatro da Rainha e com a Miso Music, parceiros da blablaLab desde a primeira hora, e iniciar uma colaboração também regular com a Sirène Tubiste (velho parceiro de outros tempos, com quem apresentámos obras de AGZ em Paris, Lille, Toulouse) e com o Drumming de Miquel Bernat.

2021

O programa para o ano 21 do século XXI decorreu, mais uma vez, sob o signo da crise viral. É o ano do 7º Alvy and Arts Birthday, simbolicamente evocado com a oferta à Arte da montagem sonora realizada por Eduardo Raon da cena Teatro do Ar da peça “O Teatro é puro cinema”. “Rosa Guimarães” é a nossa forma de assinalar o dia mais fatal para os escritores, o dia Mundial do Livro, a 23 de Abril, com a publicação de um poema inédito de Alvaro García de Zúñiga, escrito em português.

Foi também desenvolvido o projeto financiado pela DGArtes, “nTnD, em que participaram Aldara Bizarro, António Fonseca, Eduarda Freitas, Eduardo Raon, José Luís Ferreira, Pedro Braga Falcão, Rebeca Vendrell e Teresa Albuquerque, com a parceria da Associação Música Esperança Portugal, e co-produção do Teatro de Vila Real e Municipal de Bragança. A estreia virtual realizou-se no dia 11 de Novembro através do site nTnD, dia em que se apresentou a publicação que resultou do atelier de Pedro Braga Falcão 17×6, durante o magusto na Casa de Mateus “Poemas e Castanhas”. A estreia do espectáculo que concluiu o projeto apresentou-se no Teatro Municipal de Bragança no dia 23 de Novembro e no de Vila Real, no dia 25 de Novembro.

No âmbito do projeto de programação em rede “Palavras Cruzadas” financiado pela CCDR-N, realizou-se uma nova apresentação da performance “Manuelizando al Croupier“, em Sabrosa, no dia 12 de Novembro e na Casa de Mateus, no dia 13 de Novembro.

Também integrada no Programa “Palavras Cruzadas”, fez-se a reposição de uma versão-instalação da peça “O Teatro é puro Cinema” no espaço Miguel Torga em Sabrosa no dia 18 de Setembro, e a versão-leitura-performance nos dias 23 e 24 de Setembro em Vila Real, seguindo depois para as Caldas da Rainha nos dias 29 e 30 de Setembro (no âmbito do contrato-programa da Companhia de Teatro da Rainha com a DGArtes) e no O’Culto da Ajuda nos dias 28 e 29 de Outubro. [O Teatro é Puro Cinema | Leitura Encenada | Dossier de Produção]

A segunda Residência da peça “Tout est dit, ((trop dit (mais)) rien n’est fait)”, a partir de Textos de Alvaro García de Zúñiga, com música de Philippe Boivin e interpretação do quinteto Turbamulta, Joana Sá, Luis Martins, Luis André Ferreira, Eduardo Raon e Nuno Aroso, encontra-se mais uma vez suspensa, desta vez por motivo da (in)disponibilidade da pianista Joana Sá. Entretanto o projeto foi reformulado para prosseguir com uma nova configuração.

Graças ao apoio da Fundação da Casa de Mateus, e às parcerias com a Companhia de Teatro da Rainha e da Miso Music, a blablaLab tem conseguido manter as suas atividades que, em 2021, beneficiaram também do apoio da DGArtes, do Espaço Miguel Torga em Sabrosa, do Teatro de Vila Real e do Teatro Municipal de Bragança, o que se traduziu num impulso significativo na escala e quantidade das ações realizadas. É de lamentar que por exclusiva responsabilidade de um erro das finanças não nos tenha sido possível aceder ao “Garantir Cultura”. Fazemos para que em 22 nos seja possível concorrer a apoios pluriannuais que nos permitam uma maior estabilidade e consistência das atividades desenvolvidas.

2020

No Alvy & Art’s Birthday de 2020, no dia 17 de Janeiro apresentamos na sede da blablaLab, uma primeira leitura da peça “O Teatro é Puro Cinema” com Fernando Mora Ramos, Fábio Costa e José Luís Ferreira.

A assinalar os 20 anos da estreia da peça “O Teatro é Puro Cinema” no Teatro Nacional de D. Maria II, em Lisboa, a Companhia de Teatro da Rainha inscreveu esta peça na sua programação. A reposição que se realiza com a colaboração da blablaLab, tinha estreia prevista para o dia 3 de Abril, nas Caldas da Rainha. Nos dias 21 e 22 de Abril, previa-se a apresentação de “O Teatro é Puro Cinema”, em Lisboa, no O’Culto da Ajuda. Ambas apresentações ficaram suspensas na sequência da declaração do estado de emergência sanitária. Realizou-se a construção de elementos do cenário, nomeadamente uma cadeira-biblioteca pelo artista plástico Enrico Gaidó, e iniciou-se a produção e realização dos vídeos da peça, por Elsa Loff, com a participação de Fernando Vendrell e a colaboração de Eduardo Raon, bem como as digitalizações de material de arquivo relativo à estreia, em 1999, no Teatro Nacional de D. Maria II.

Desenvolvemos o projeto nTnD “Nem o Tempo nem a Distância” para canditatar à DGARTES. Participam Aldara Bizarro, António Fonseca, Eduardo Raon, José Luís Ferreira e Pedro Braga Falcão, com a parceria da Associação Música Esperança Portugal, do Teatro Municipal de Vila Real e de Bragança.

A organização da Segunda Residência da peça ” Tout est dit, ((trop dit (mais)) rien n’est fait”, uma composição de Philippe Boivin, com textos de Alvaro García de Zúñiga, e interpretação do quinteto Turbamulta, Joana Sá, Luis Martins, Luis André Ferreira, Eduardo Raon e Nuno Aroso, ficou igualmente adiada.

2019

Em 2019 a Arte celebra o seu milionésimo-quinquagésimo-sexto aniversário. Cinquenta e seis foi o número de rotações à volta do Sol que Alvaro García de Zúñiga pode testemunhar. No dia 17 de Janeiro, pela quinta vez, como temos feito desde 2015, partilhamos presentes para a Arte inspirados no manancial inesgotável de obras e de ideias que AGZ nos deixou. Este encontro anual Alvy & Art’s birthday de 2019 decorreu num registo de brainstorm laboratorial, preparatório de uma exposição de “objetos poema” do universo alvariano.

A convite do Instituto Cervantes, aceitámos o desafio de acolher no universo blablaLab a obra de Leopoldo María Panero numa sessão programada para a noite europeia da poesia, que decorre este ano a 8 de Junho.

Será a primeira vez que o centro da organização de uma sessão polifónica e concertada de leituras-em-cena se afasta da obra de Alvaro García de Zúñiga, músico e poeta, mentor e fundador da blablaLab.

Ambos desapareceram em 2014, a exatamente 7 semanas de distância. A nossa leitura procederá, portanto, em 7 tempos; poemas escolhidos, ecos sonoros, presenças físicas e virtuais, silêncios, respirações e, talvez, música.

Participaram na leitura-em-cena, intérpretes regulares da blablaLab como Alínea B. Issilva, Daniel Schvetz, José Luís Ferreira, Pedro Braga Falcão e ainda as participações especiais de Gonzalo del Puerto, Jaime Chavarrí, Joaquim Paulo Nogueira e Jorge Melícias.

Para assinalar os 20 anos da estreia da peça “O Teatro é Puro Cinema” a blablaLab encomendou a tradução da peça a Jorge Melícias, com o objetivo de dispor de uma versão atualizada para a reposição desta peça, numa nova colaboração com a Companhia de Teatro da Rainha, em 2020.

Finalmente, este ano, a convite da blablalab, o compositor Philippe Boivin iniciou a escrita de uma obra dedicada a Alvaro García de Zúniga, que irá ser interpretada pelo Quinteto Turbamulta. Foi realizada a primeira residência de criação, na Fundação da Casa de Mateus, entre os dias 15 e 19 de Setembro.

2018

Pelo quarto ano consecutivo a blablaLab iniciou o ano a 17 de Janeiro com um “Alvy & Arts Birthday” que desta vez decorreu na Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, na mesma sala das Batalhas que foi objeto de um documentário realizado por Alvaro García de Zúñiga, no ano 2000. O programa deste ano incluiu depoimentos de Maria João Seixas, de António M. Feijó, José Pedro Serra e Teresa Albuquerque sobre AGZ, seguido de leituras por Fernando Mora Ramos e Alínea B. Issilva, e um concerto de 20 min pelo Power Trio de Joana Sá (piano), Luís Martins (guitarra) e Eduardo Raon (harpa), em torno a gravação do texto “Logue IV” de AGZ.

No dia 23 de Abril, na Fundação da Casa de Mateus, foi publicamente apresentado o projeto de reposição da peça “Teatro Impossível” de AGZ. Uma peça produzida pelo ACARTE em 1998, a primeira que AGZ encenou em Portugal. Desta vez a peça foi encenada por Fernando Mora Ramos, que também fez parte do elenco de intérpretes com Eduardo Raon, José Luís Ferreira e Alínea B. Issilva. Estreou no dia 26 de Junho no Teatro da Rainha nas Caldas da Rainha e repôs em Lisboa, no O’culto da Ajuda, entre os dias 7 e 9 de Julho.

2017

Pelo terceiro ano consecutivo a blablaLab organizou um “Alvy & Arts Birthday” de Alvaro García de Zúñiga, na sua sede em Lisboa, foi o Alvy & Arts Birthday, the Third & the Thirtieth. Os dois primeiros, em 2015 e 2016, realizaram-se no O’Culto da Ajuda. Desta vez fizeram-se leituras e traduções de pequenos textos, e peças de Alvaro García de Zúniga. Participaram os leitores Cristina Motta, Daniel Schvetz, Inês Albuquerque, Fernán García de Zúñiga, Fernando Pinto do Amaral, Fernando Mora Ramos, Fernando Vendrell, Fernando Villas-Boas, Inês Lago, José Luís Ferreira e Natália Constâncio.

No dia 23 de Abril realizou-se, também na sede da blablaLab, em colaboração com a companhia de Teatro Língua uma leitura da peça “radiOthello”. Participaram os leitores: Alínea B. Issilva, Daniel Schwetz, Fernando Pinto do Amaral, Fernando Vendrell, Gonzalo del Puerto, Inês Lago, Luciana Fina, Luís de Miranda Rodrigues, Miguel Sopas.

No dia 14 de Julho, na sede da blablaLab, realizou-se a performance organizada por Fernando Mora Ramos, Companhia de Teatro Rainha, “Provavelmente um corpo” que incluiu a leitura das peças e Alvaro García de Zúñiga: “Requiem”, “Fumer Nuit”, e “Actueur” / “Matactor”, no original em francês e tradução em português por Fernando Mora Ramos. Os leitores foram Fernando Mora Ramos, Carlos Alberto Augusto, Jose Luís Ferreira e Alínea B. Issilva.

Entre os dias 21 e 27 de Setembro, a blablaLab acolheu em residência o actor e autor Guillaume Rannou e o designer David Poullard, desenvolvendo com eles e com Pedro Braga Falcão um “Manuel/Précis de Conjugações Ordinárias” resultado da fusão do universo “Manuel” com o dos “Précis”. Dia 26 apresentou-se o trabalho na sede da blablaLab, no âmbito da performance ImPrécis de Conjugaison Manuelle

Em Novembro a blablaLab retomou a edição da colecção Sat-Lx com três obras de Alvaro García de Zúñiga : “Historia de pájaros matemáticos”, “Acte” e “Peaux et Scies”, livros que foram apresentados na sua sede no dia 5 de Dezembro. Foram lidos vários textos de Alvaro García de Zúñiga por Daniel Schvetz, Fernando Pinto do Amaral, Miguel Palma, Miguel Sopas, Pedro Braga Falcão, entre outros.

Iniciou-se a digitalização do acervo de Alvaro García de Zúñiga.

2016

No dia 17 de Janeiro 2016, fizemos o segundo Alvy & Arts Birthday no O’Culto da Ajuda. Articulando 3 peças – numa evocação da peça Exercícios de Frustração de AGZ, criada em 2006, para o Theatre am Neumarkt, em Zurique – uma das quais foi produzida para, e emitida em direto pela RDP-A2 no âmbito do “Ars Acustica Event” dedicado ao aniversário da arte[2]. Expusemos a vídeo-instalação Sob-vigilância no corredor de entrada na sala do O’Culto, produzimos o filme-rádio-performance “Manuel ArtsBirthRadioDays”, cujas gravações e trabalho de edição se realizaram na Eslovénia, no estúdio de Eduardo Raon, e fizemos uma vídeo-performance da peça Remsheid-Banhoff. Participaram Alínea B. Issilva, Eduardo Raon, Fernando Vendrell, Luís André Ferreira, Miguel Azguime e Pedro Braga Falcão.

A blablaLab associou-se ao projecto de Daniel Schvetz, alusivo aos 400 anos da morte de Cervantes e de Shakespeare, realizado para a RDP-A2. São 5 programas de 10 minutos cada que foram emitidos entre o dia 18 e 23 de Abril de 2016.

No dia 23 de Abril, procedeu-se à abertura oficial da sede da blablaLab, na rua do Ataíde 14. A Associação foi publicamente apresentada num evento que contou com as presenças de António Feijó, Miguel Palma, Miguel Azguime, Fernando Albuquerque, Fernando Mora Ramos, Eduardo Raon, José Luís Ferreira, Fernando Pêra, Ana Rita Laureano, Rui Silveira e Teresa Albuquerque. Escutou-se uma gravação de Leitura de Leitura de um texto para o teatro de Alvaro García de Zúñiga.

Durante os meses de Junho e Julho, a blablaLab acolheu em residência a preparação da peça “Força Humana“, realizada a partir dos Lusíadas de Luís Vaz de Camões, uma criação de António Fonseca, José Neves e José Luís Ferreira.

No dia 23 de Junho, procedeu-se à primeira reabertura da sede da blablaLab, desta vez com uma leitura da peça s/t em espanhol e português por Alínea B. Issilva e Fernando Mora Ramos seguida de uma performance Manuel sur Scène, “Manuel de Pó e Ética”. Participaram nesta performance Alínea B. Issilva, Fernán García de Zúñiga, Fernando Mora Ramos, Fernando Vendrell, João Dourado dos Santos, Jon Luz, José Luís Ferreira, Leandre Yotnda, Leopold von Verschuer, Luciana Fina, Margarita Presno, Martín García de Zúñiga, Rui Silveira, William Nadylam… Esta versão de Manuel sur Scène incluiu, como sempre, excertos do livro Manuel (editado pela blablaLab em 2014), das peças O Teatro é puro Cinema, produzida pelo Teatro Nacional de D. Maria II em 1999, e radiOtelo produzida pelo Theater am Neumarkt de Zurique, em 2008, e do livro de poesia, ainda por editar Peau et Scie.

No dia 02 de Julho, a convite do Instituto Cervantes, a blablaLab apresentou-se na festa de Todos os que Falam Espanhol com Maria João Seixas, José Pedro Serra, Javier Rioyo, Gonzalo del Puerto e Teresa Albuquerque seguida de leitura de s/t de Alvaro García de Zúñiga por Fernando Mora Ramos e Alínea B. Issilva.

Em Outubro, no dia 8, no âmbito das comemorações dos 100 anos do Museu Nacional de Grão Vasco, em Viseu, realizou-se a partir da obra Manuel de Alvaro García de Zúñiga, mais uma performance Manuel sur Scène, “Manuel-Manual Musaico de Pó e Ética” – uma versão desenvolvida de “Manuel de Pó e Ética”, que contou com a participação de Alínea B. Issilva, Eduardo Raon, Leopold von Verschuer, Arnaud Churin, Emanuela Pace, José Luís Ferreira, Luciana Botelho, Dominique Parent, Cécile Laffon.

A blablaLab associou-se ao projeto de Fernando Mora Ramos de encenação de duas peças de Alvaro García de Zúñiga, s/t e Remaining Calm, com a sua companhia: o Teatro da Rainha, que se apresentaram no âmbito de uma “Maratona de Formas Breves”, em Outubro nas Caldas da Rainha, em Novembro, no Porto, no Convento de São Bento da Vitória e em Lisboa no O’Culto da Miso Music.

No dia 5 de Novembro a blablaLab foi convidada para apresentar o livro de Natália Constância “O Homem que vivia dentro dos Sonhos”, na biblioteca Orlando Ribeiro, em Telheiras, como forma de homenagear AGZ e o ciclo sobre o livro D. Quixote de Cervantes que comissariou com José Luís Ferreira e Teresa Albuquerque durante as três temporadas que se sucederam de 2011 a 2014, no Teatro Municipal de S. Luiz, em Lisboa.

Em Dezembro iniciámos pesquisas para uma nova versão de Manuel sur Scène – desta vez não necessariamente “sur scène”: o “Manuel-Manual de cruzar el charco – do mar del plata ao mar de palha”, com uma viagem de uma semana a Buenos Aires e a Montevideo durante a qual se recolheram testemunhos sobre a vida de AGZ, junto de Helena Capozzoli, prima direita que cresceu com ele, Eduardo Rodriguez, amigo de infância desde os 5 anos, Roque de Pedro, compositor, professor de AGZ nos anos 70, Marcelo Singer, que foi seu aluno em 1983-1984, Natália Wachsman, sobrinha de AGZ, e Maristella Svampa, socióloga que o conheceu em Paris em 1987.

2015

No dia 13 de Novembro, realizou-se o primeiro evento blablaLab-oficial e também a terceira performance Manuel sur Scène de 2015, que desta vez, se apresentou no salão nobre do Conservatório Nacional[1]. Foi o “Manuel de Conserve y Converse y Acción”. Esta versão da obra monumental Manuel de AGZ, iniciou-se com um excerto da Oresteia, o sacrifício de Ifigénia, dito em grego clássico e em português. Para além da arquitetura “Manuel”, inclui excertos e obras de AGZ como a peça ACGT, Remaining Calm, o poema Buenos Aires Centro, excertos da peça Sur Scène et Marne e o final de Lecture d’un texte pour le théâtre. Contou com as participações de Alínea B. Issilva, Eduardo Raon, Daniel Schvetz, Fernán García de Zúñiga, Fernando Pera, Fernando Vendrell, Luciana Fina e Pedro Braga Falcão.

Warming Up : blablaLab de 23 de Abril de 2014 a 5 de Novembro de 2015:

A blablaLab existe desde 1996, mas só foi oficialmente registada a 6 de Novembro de 2015, um ano seis meses e treze dias depois da morte do seu mentor e instituidor Alvaro García de Zúñiga. Depois desta data a blablaLab reconfigurou-se embora permanecendo centrada na continuação e divulgação das obras de AGZ.

Iniciativas levadas a cabo entre Abril 2014 e 5 de Novembro 2015:

2015

Em 2015, no dia 17 de Janeiro, retomámos as performances “Manuel sur Scène”. Foi o Manuel do O’Culto (The Irish One). A anterior tinha sido dirigida pelo Álvaro e o Arnaud Churin, em Julho de 2010, no Festival de Almada. Foi também o primeiro “Alvy & Arts Birthday”. Contou com as participações de Alínea B. Issilva, António Feijó, Eduardo Raon, Fernando Mora Ramos, Fernando Pera, Fernando Villas-Boas, Mathieu Richard e Miguel Azguime e, para além de excertos do “Manuel” incluiu: Prólogo | Actueur – Fernando Mora Ramos, ACTE – Eduardo O som e a percepção – Os Fernandos, ACGT-ETC – Eduardo & Alínea, Uma canção de  “O Teatro é Puro Cinéma”, Leitura de Jesus Ignácio de la Fuente Noera – António Feijó, Início das definições – Os Fernandos, Logue IV – Alínea B. Issilva, Logue V – Fernando Mora Ramos, continuação das definições – Todos, Uma cançâo de “Sur Scène et Marne” (Saxofone: Pedro Moreira), em caso de incêndio – Villas-Boas , Pêra e Alínea, Remain Calm – Alínea B. Issilva, S/T – Eduardo & Alínea, Chose bien commencée – Todos, Pince-moi – Eduardo & Alínea, What’s done is done – Todos, Histórias de Pájaros Matemáticos  – Eduardo & Lourencinho

A 23 de Abril, no espaço da antiga escola das Gaivotas, ao Conde Barão, em Lisboa, realizou-se mais um Manuel sur Scène: MANUEL d’deslivres & d’anse de 23 de Abril, de Shakespeare, de Cervantes, dos Livros… e de Alvaro García de Zúñiga. Contou com as participações de Alínea B. Issilva, António Feijó, Eduardo Raon, Elsa Ferreira, Daniel Schvetz, Fernán García de Zúñiga, Fernando Pera, Fernando Vendrell, Fernando Villas-Boas e Maria Euba. Incluiu excertos do Manuel, da peça escocesa, um poema de Jandl, excertos da peça radiOthelo, e do Quixote.

2014

No mês de Maio, dia 21, a blablaLab esteve presente numa homenagem a Alvaro García de Zúñiga em Berlim, organizada por Leopold von Verschuer, no Instituto Francês dessa cidade, sobre o tema da “LANGUE IMMAÎTRISÉE / UNBEHERRSCHTE SPRACHE”.

Em setembro realizámos uma série de instalações na Cidade Matarazzo, sob o título genérico: AGZ de A a Z com textos, peças acústicas e audiovisuais de Alvaro García de Zúñiga.

Em novembro, no dia 9, participámos numa evocação a Alvaro García de Zúñiga a propósito dos 25 anos da queda do muro de Berlim, numa performance espectáculo no Theater Discounter, perto da Alexander Platz, em que foram homenageados 25 poetas: 24 da Alemanha do Leste e o Alvaro por ser de toda a parte (e também Oriental).

No dia 5 de dezembro procedemos ao lançamento do livro de Alvaro García de Zúñiga “Manuel / Manuel Manuel de Lecture” que entretanto editámos. Levámos à estampa 135 exemplares únicos.

No dia 18 de Dezembro coordenámos uma homenagem em Montevideo, com leituras de textos de Alvaro García de Zúñiga.

[1] A 17 de Janeiro de 2015 realizou-se no O’Culto da Ajuda, a primeira versão Manuel sur Scène do ano – que foi também o primeiro Alvy & Art’s Birthday – o “Manuel (d’) O’Culto (the Irish one)”  de Alvaro García de Zúñiga

[2] « Art’s Birthday » é um evento anual proposto em 1963 pelo artista francês Robert Filliou que imaginou que a arte teria nascido um milhão de anos antes, no dia 17 de Janeiro. Esta ideia reúne artistas do mundo inteiro que nesse dia, organizam festas, reuniões e encontros e oferecem presentes à arte através de redes telemáticas usando imagens de SloScan TV, música composta para as linhas telefónicas, conexões MIDI, sistemas de chat, e, desde 1990, através da Internet.